Eataly que te fa bene!

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Fazia tempo que eu estava querendo conhecer o famoso Eataly, o mercado/restaurante/piração que reúne as maiores delícias italianas em um único lugar. Semana passada estive em São Paulo a trabalho e, entre uma reunião e outra, aproveitei para fazer uma visita ao local.

Ao todo existem 29 Eatalys espalhados pelo mundo. A ideia é ter um espaço onde você possa comer, aprender e comprar. E olha, garanto que podemos fazer os 3.

A entrada de vidro, com cara de lugar muito bacana, mostra o quanto o Eataly é diferente de todos os mercados que temos por aqui, apesar do ar de grandiosidade, é convidativo e aconchegante.

No primeiro piso, barracas tipo de feira repletas de legumes e verduras lustrosos, bonitos e coloridos como um arco íris, dividem o andar com estantes de utensílios de cozinha e afins.

Uma escada rolante para cima, no segundo pavimento, pastas, carnes, temperos e vinhos de toda sorte – alguns com preços accessíveis e outros bem salgadinhos – nos enchem a boca de água e o carrinho, afinal é difícil sair de lá sem comprar nada.

Falando em dificuldade, quero ver quem consegue resistir aos restaurantes do 2º. Andar. Mais parece a escolha de Sophia, tem que provar pelo menos um. E vamos combinar que a variedade é tamanha – carnes, peixes e frutos do mar, frios, pizza, verduras, pastas, cafés, chocolates, nutella e muitos doces – que, mais uma vez, não dá para sair de lá sem consumir nada.

Eu, por minha vez, fui conquistada por uma fatia de pizza Marquerita e uma taça de vinho tinto MA-RA. Por um momento pensei que não devia para não engordar, um segundo depois fui encorajada pelo garçom que me explicou que o que engorda é a culpa, então, comi com enorme prazer.

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Fotos: Marcella Castro

Parte IV: Um Pulo de 4 Dias em Lima – Mistura

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Mistura, como o próprio nome já diz, é uma mix de sabores, cores e gente feliz muito bem alimentada. Trata-se de uma super feira gastronômica a céu aberto na praia de Miraflores. O evento, que acontece uma vez por ano, tem como um dos seus idealizadores, o grande chef Gastón Acurio.

A ideia é colocar a diversidade da excelente cozinha peruana – que vai do sanduíche ao menu degustação do Astrid y Gaston – ao alcance de todos. Daí o slogan de 2015, onde, MISTURA #SOMOSTODOS.

Sucesso absoluto! Feira lotada, comida deliciosa, espaço cheio e, muito, muito bem organizado. Eu que trabalho com evento fiquei surpresa com o nível de organização.

Para meu espanto – e deleite – tinha tenda para tudo: pisco (meu favorito), cerveja, “pescados”, sanduicheria, produtores locais, churrasco, chocolate, entre outras delícias. Na verdade, a Mistura é uma coletânea bem balanceada dos costumes culinários peruanos. E é claro que, gulosa do jeito que sou, tive que provar de tudo um pouco…

A comida local é temperada como eu gosto. Os ceviches são diferentes do comemos por aqui. São super marinados, os peixes têm a consistência perfeita e sem muito gosto de peixe (dá para entender?) e, ainda são bem levinhos. Uma hora depois, parece que não comemos nada. Porém numa festa de como esta, não dá para parar na leveza do ceviche.

Felizmente, não foi possível resistir ao sanduíche do El Chinito, um espetáculo que merece ser degustado com gula, carinho, prazer e atenção.

Esse é o tipo de evento que você perde a hora, senta e come no chão, conhece gente diferente e sai feliz da vida com sorriso no rosto. Tudo à base de deliciosos Piscos Sour.

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Fotos: Marcella Castro e Reprodução

Parte III: Um Pulo de 4 Dias em Lima – Astrid y Gastón

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A estrela gastronômica do feriado em Lima foi o renomado Astrid y Gastón Casa Moreira do chef peruano Gastón Acurio, um dos melhores chefs do mundo. O Gastón é casado com a Astrid e daí surgiu o nome do restaurante que atualmente é comandado pelo badalado chef Diego Muñoz.

Bem antes de resolver ir a Lima, muitas pessoas já tinham me falado da loucura culinária que é o lugar. Ao fazer a reserva, quase não acreditei quando soube que o menu degustação traz 30 elaborações e comecei a imaginar – olha a gula! – como seria degustar 30 delícias criadas pelo restaurante top 14 do mundo.

Consegue imaginar?!

Bom, eu na época vislumbrei uma comida boa, mas nem no meu melhor sonho de comilona, pensei que comeria tão bem. Inclusive, não se trata de uma simples comida, mas sim, de uma experiência gastronômica.

Localizado em uma antiga “hacienda” peruana, a estrutura da casa foi mantida, mas pitadas contemporâneas deram o tempero exato para que os olhos de cada convidado fossem aguçados também pela arquitetura. E foi na bela varanda da centenária fazenda que a experiência começou.

Lá provei e me deliciei com saborosos e inesperados finger foods. Cada um era uma explosão de novidades dentro da minha boca. Mas a farra não parou por aí, depois de uma rápida visita a cozinha, onde chefs e sous chefs preparavam os pratos com perfeição e muita energia, fui para mesa no salão principal.

Já adequadamente sentada, os pratos começaram a chegar e foi difícil escolher o melhor, acho que não consigo escolher nem os 3 melhores. Gastón brinca com sabores e produtos inusitados em suas elaborações que passeiam até pela carne do pombo e do cuy, uma espécie de porquinho da índia.

Falando assim, muitas pessoas desistiriam de experimentar, mas segue meu conselho: abra a mente e siga em frente. Você vai se surpreender!

Ah! Vale pedir o menu harmonizado. Nele não só de vinho vive um comilão. Bebidas como grapa fazem uma ótima dobradinha com o prato e surpreende o paladar.

E peço desculpa por não ter fotos das sobremesas, não deu tempo de tirar.

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Fotos: Marcella Castro

Eu e a Confraria

Pense numa pessoa feliz…

Que honra compartilhar minhas ideias, dicas e criações com vocês!

Sou economista, produtora de TV e cinema, recém ex-produtora workholic plimplim e há poucos meses atrás, decidi mudar de vida, fazer yoga e passar um tempo em Itaipava, onde tenho minha casa de campo.

Sim, eu faço parte dessa geração que trabalha movida a brilho nos olhos! E no último ano, eu fiquei mais fosca que carro envelopado!

Enfim, entre um “ado mukha” – posição do cachorro no Yoga – e outro , a questão era a mesma: “como vou resgatar a paixão pelo meu trabalho de novo?”.

Até que a poeira mental baixou e tudo ficou claro. Decidi compartilhar minhas duas alegrias: produzir e receber. Para dar início a essa nova fase de vida, criei a Confraria Imperial, o primeiro restaurante pop up de Petrópolis que tem como objetivo conectar pessoas que compartilham a apreciação por comer e o entusiasmo por cozinhar.

Com jeitão de encontro gastronômico, a Confraria celebra a chegada de cada estação do ano e seus alimentos frescos. A cada encontro, um novo amigo chef será convidado para proporcionar aos convidados uma experiência renovada, criada a partir do uso dessas matérias primas de verdade, sabe? Daquelas que preservam a cor, o sabor e o cheiro porque são produzidas com o amor e a qualidade dos produtores locais.

A Confraria é uma bebezinha consciente!!!

Então, vamos falar da primeira edição?

Guilherme Ribeiro, eu e Pedrinho Prado.

O primeiro encontro aconteceu no dia 15 de agosto, celebrando a estação inverno, no antigo espaço da Adega dos Frades, em Itaipava, para 30 convidados. Para a nossa sorte, os amigos cozinheiros Guilherme Ribeiro (sócio do badalado Pe’Ahi, na Gávea) e Pedrinho Prado (ator e ex-proprietário do charmoso e nostálgico restaurante São Sebastião, no Leme) toparam na hora viver essa experiência.

O jantar harmonizado foi composto por 02 entradinhas, 01 salada, 03 pratos principais e 02 sobremesas. Cada curso foi servido a todos simultaneamente, pois não só desejávamos ouvir aquele “hummmmm….” coletivo, como também interagir e compartilhar nossas diferentes percepções e sabores dos mesmos ingredientes e vinhos degustados.


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E a decoração?!… Que desafio!

A nossa missão, minha e da Tamara Bernardes (irmã de alma, produtora e florista), era descaracterizar aquele ambiente como espaço comercial. Ou seja, transformar o restaurante fechado há 5 anos, com carinha de depósito pelo desuso, em nossa casa!
Aproveitamos que o restaurante era dividido em dois ambientes para criar a proposta de sala de estar e sala de jantar.

Na sala de estar, a fonte de inspiração inicial foi a lareira. A partir dela, selecionamos bancos rústicos, almofadas, pufes, luminárias, mesas de apoio e um tapete kilim turco para criar o aconchego. A disposição dos móveis foi milimetricamente calculada, porque depois do jantar, o tapete se transformaria em nossa pista de dança.

Para a decoração da sala de jantar, não economizamos na mistura de peças. Conseguimos criar uma bossa entre o tradicional e o informal. Eram castiçais de ferro, pinhas de cerâmica, guardanapos bordados, talheres de prata, taças bico de jaca e cerâmicas coloridas todos juntos e misturados.

Ufa! Foi uma correria danada, mas ficou uma graça!… Vejam as fotinhos!

Arranjos by Tamara.

Xiiiiiii, virei mãe babona…. rs

Pra fechar, após o jantar, voltamos para a sala de estar e…. uns dançaram até o pé cansar, outros até o sol raiar…

Que horas eu cheguei em casa?

Essa pergunta eu respondo em outro post… 😉

A segunda edição da Confraria acontecerá na estação primavera e o formato será renovado.

Afinal, odiamos mesmices!

Fotos: Dupla Exposição
Móveis e Objetos de decoração: Arteiro

Dica para Hoje: Brie Trufado no jardim do Riso

Uma boa dica para se divertir nesta sexta-feira é um delicioso jantar no Riso: Galeria de Arte e Bistrô, em Ipanema. Lá tudo é muito gostoso, mas para ficar ainda melhor, sugiro optar pelas mesas localizadas no jardim e, sem a menor sombra de dúvida, não deixe de experimentar o delicioso Brie Trufado. Imperdível!

Riso
Rua Anibal de Mendonca, 175, Ipanema | Casa, Rio de Janeiro

Foto: reprodução