Café de Flore: petit déjeuner

Um dos cafés mais famosos de Paris, o Café de Flore, é visita obrigatória para quem passa em Saint Germain. Seja para um café no terraço onde observamos o vai e vem no boulevard Saint-Germain ou lá dentro nos bancos vermelhos. Ah, se esse lugar falasse… iria contar histórias extraordinárias. Fundado em 1887 foi o cenário para intelectuais, poetas, artistas. Foi ali que muitos movimentos, como o surrealismo, ganharam forma nos encontros de Philippe Soupault, André Breton, Aragon e Apollinaire. Foi no Flore onde Sartre iniciou suas bases para o existencialismo.

Nos anos 30, vieram muitos escritores, pintores, cineastas e toda a nata efervescente da época que passavam horas de seus dias no Flore. Abert Camus, Picasso e outros nomes usufruíam a atmosfera inspiradora e singular que o café possui. Durante a ocupação nazista da Segunda Guerra Mundial o Café de Flore era um dos poucos lugares que não eram ocupados pelos alemães dando uma sensação de liberdade aos frequentadores.

Dos anos 60 em diante, foi o local escolhido também por outras artes, como a moda e o cinema: Yves Saint Laurent, Pierre Bergé, Rochas, Givenchy, Lagerfeld, Paco Rabanne, Guy Laroche, Brigitte Bardot, Alain Delon, Jane Fonda, Roman Polanski, Godard, Truffaut e muitos outros sempre estavam por ali.

Hoje a frequencia não é mais tão ilustre assim. Os turistas invadem Paris e todos querem ter um pouco dessa sensação de pertencer a ‘história’ de Paris. Uma boa opção para fugir de tanta gente e curtir um pouco a atmosfera é um café da manhã no fim de semana. Resultado: muitos franceses e o “allure” parisiense. Vi até um cachorro nos famosos bancos vermelhos! Adorei!

Café de Flore. 172 Boulevard Saint-Germain 75006 Paris tel. 01 45 48 55 26

Link: www.cafedeflore.fr

Le 66 Champs Elysées

O Champs Elysées acaba de ganhar mais uma loja nova. Mas não estou falando de uma marca internacional com uma loja exuberante e vitrines grandiosas. Estou falando de uma multimarca contemporânea dentro de uma galeria super discreta e que a princípio você nem desconfia que ali você vai encontrar as marcas mais modernas e descoladas do momento. Marcas do mundo todo selecionadas pela sua exclusividade, ousadia e estilo. Realmente, nada a ver com o que encontramos hoje no Champs Elysées. Há muito tempo não tinha a curiosidade de ir até lá, me « promener » e ver o que há de novo mas a 66 me despertou a vontade.

A galeria fica no 66, Champs Elysées (acreditem !) e a loja se confunde no meio do corredor porque está dentro de uma estrutura de vidro organizada em três espaços separados, um atípico 1200m2. Primeiro você passa pelos sapatos e depois vem a área dos acessórios para enfim chegar ao maior espaço que é o de prêt-a-porter. Pode ser considerada a maior « concept-store » de Paris mas o seu diferencial é misturar um pouco de tudo. Um verdadeiro templo para a moda. Uma seleção de criadores franceses e internacionais mas além disso exposições temporárias, uma livraria com edições super limitadas, revistas raras uma seleção musical diferente. A sua proposta também é trazer os novos criadores para junto das grandes marcas. Uma boa experiência.

Entre as marcas estão : Theyskens Theory, Helmut Lang, Rag& Bone, April May, Givenchy, Alexander Wang, J Brand, Kenzo, IRO, Mary-Kate & Ashley Olsen, Acne, New Balance, Ash, Blackstone, Barbara Bui, Azzaro, Comme des Garçons, Red Valentino.

Os horários também são mais atraentes e fica aberta aos domingos. De segunda a sexta de 11 às 20hs, sábado de 11 às 20h30 e no domingo de 13 às 20hs.

Le 66 Champs Elysées
Link: www.le66.fr

Givenchy Noir Couture

Lembra quando a Givenchy apareceu com o rímel onde o pincel tinha a escova redonda na ponta? Eu lembro e adorei! Até pouco tempo para mim só dava ele. Porém a grife inovou ainda mais e lançou o Givenchy Noir Couture.

Agora no lugar de uma única escova na ponta, a marca colocou 2 ao longo do pincel e uma na ponta. O volume que esse rímel dá é uma coisa impressionante – tipo olhar de boneca. E quanto mais a gente vai penteando os cíclios mais cheios e maiores eles ficam.

O Givenchy Noir Couture dura o dia todo, dá para trabalhar e no fim do dia ainda dar uma esticadinha com as amigas sem ter que repassar o produto. Mas devo dizer que se vocÇê predende chorar, não use esse rímel. Ele não é à prova de água, seu rosto vai ficar todo borrado como o do Coringa.

Foto: reprodução

Gala do Met

A noite de gala do Met foi marcada pelos exageros. Todos tentaram aparecer um pouco demais. Os vestidos dourados pareciam brilhar mais do que o sol, as tranparências sem quase nada por baixo tinham um quê de vulgar, os curtos eram curtíssimos e alguns decotes passaram o limite do apresentável. Fica até difícil escolher a mais mal vestida… Ou mal vestido!

A Elizabeth Banks parecia estar num baile junino. Toda errada!!!

Achei esse vestido da Beyoncé pavoroso!! Para mim este ano faltou elegância. Acho que confundiram glamour com estar vestida como um pavão.

Vamos concordar que Marc Jacobs surtou com o chemise de renda transparente e a cuequinha branca de algodão. O sapatinho do estilista também não ajudou em nada. Outra que não estava nada bem foi a estilosa Florence Welch… Que vestido estranho!! Fala sério, alguém gostou?

A atriz Kirsten Dunst surgiu no tapete vermelho usando um modelito Balenciaga. Mais parecia uma personagem de um filme sobre a 2a. Guerra Mundial, como o da atriz Melanie Griffith em “Uma luz na escuridão”.

As únicas celebridades que me colocaram um sorriso no rosto foram as brasileiras, Gisele Bundchen e Camilla Belle, e, a “Girl with the Dragon Tattoo”, Rooney Mara… As três estavam lindas!!!


Fotos: reprodução