Trend: nozinho

Apesar de ter estado um pouco relutante a essa tendência, quero dizer que tenho achado uma graça quando vejo meninas super estilosas usando a blusa com nozinho. Esse detalhe no acabamento do look dá um charme extra e faz com que a produção fuja do óbvio. Mas acho que não serve para todo mundo.

Para usar a blusa com um nozinho, primeiro tem que prestar atenção na altura da cintura – prefira a cintura mais alta – da saia, short ou calça. Com o nozinho, existe uma chance de um pouco da barriga ficar de fora. Por isso, quanto menos aparecer e mais sequinha a sua barriga estiver, menor é a chance de a produção descambar para o vulgar.

Quando digo que tenho relutado ao nozinho, é porque me lembro de outras épocas em que ele esteve na moda e, em muitas ocasiões, era uma desgraça de se ver. Muitas pessoas acham que ficam bem com qualquer coisa só porque é tendência e está na moda. Isso não é verdade! Nem tudo que fica bonito em uns, fica show em outros.

Não se esqueça: a moda existe para todos, porém deve ser adequada ao estilo e silhueta de cada um – SEMPRE!

Separei algumas fotos bem bacanas que podem nos inspirar…

Fotos: reprodução
Montagem: Marcella Castro – Semanier

Expo Impressionismo e a Moda_Musée D’Orsay

Está em cartaz no Musée D’Orsay até o fim de janeiro de 2013 a exposição O Impressionismo e a Moda. O museu já vale a visita, considero um dos mais belos museus de Paris. O local era uma antiga estação de trem que foi transformada para a exposição universal de 1900. De frente para o Sena e para o Jardin des Tuileries, o museu criou uma cenografia toda especial para abrigar a exposição de como o impressionismo registrou a moda.

Nenhuma expo até agora tinha abordado a história entre o impressionismo e a moda.  A moda nos tempo dos impressionistas estava em pleno período de revolução industrial. Tudo mudava muito rápido, a modernidade chegava aos automóveis, os apartamentos mudavam de estilo e a moda se cobria de detalhes, babados e cores – um grande delírio de possibilidades – as pessoas começavam a ter um poder de compras maior e as classes sociais ficavam menos marcadas porque era a época de transições constantes de monarquia à republica, além de estar mais acessível graças aos “grands magasins” como o Bon Marche, La Samaritaine e Printemps que ofereciam cada vez mais produtos de prêt-a-porter com uma variedade enorme e ainda  tinham o papel de difundir o que estava em voga no momento e acabavam por facilitar e modernizar a moda da época.

O século dos impressionistas que amavam as mulheres foi a época da moda e a sua modernidade. A  parisiense era a ícone desse amor e se tornou uma personagem emblemática que trazia o fenômeno da moda.  Os impressionistas estavam lá para registrar, testemunhar e imortalizar os modelos, os estilos e os tecidos.

A frase de Beaudelaire, presente na expo, diz que “a Parisiense não está na moda, ela é a moda”. Pode parecer um pouco pretensiosa, ao mesmo tempo, traduz uma atitude em relação ao mundo, ao modo de se vestir, à moda e de saber misturar tudo nos momentos certos. De Renoir a Manet, de Monet a Degas, os grandes nomes do impressionismo imortalizaram tecidos, cores e os códigos de vestimentas de uma época: robe de matin, desabiller, robe de ville, robe de bal ou robe de jardin.

O objetivo desses artistas era retratar instantâneos do dia-a-dia tanto na cidade como no campo. Como se os personagens não soubessem que estavam sendo pintados estavam à vontade em cenas cotidianas. Havia movimento em cada detalhe e a moda estava inserida nesse contexto da época e de modernidade. A percepção do tecido de uma pintura impressionista através de do jogo de luz é inacreditável! Podemos perceber se o tecido do vestido é de musseline, de seda ou um simples algodão.

Uma viagem nos tempo para os amantes da moda e do impressionismo. A exposição também conta com uma cenografia maravilhosa que compõe os vários ambientes e temas das telas. Uma exposição imperdível que de Paris ainda vai viajar para NY e Chicago em 2013.

http://impressionnisme-mode.musee-orsay.fr/

Dafne: www.parisbranchee.blogspot.com

Em defesa das Mães Modelo

A gente adora pensar nas modelos como seres com uma inteligência desproporcional à sua beleza. Talvez isso nos conforte.

Mas devo confessar que em muitas delas observo uma surpreendente característica em comum. A capacidade de se transformarem em belas mãezonas. Elas continuam, sim, irritantemente lindas. Mas fica nítida a realização que encontraram na maternidade. Não me parece uma felicidade instantânea, para o momento foto-celebrity. Essas fotos exalam mães de verdade. Fico comovida quando vejo esse clima de realização dessas lindas mulheres, pertencentes à classe de modelos – que muitas vezes são por nós chamadas de topeiras, incapazes, portas, antas e daí pra pior.

Queria muito homenagear essas injustiçadas mulheres que conseguiram fugir do excesso do mundo fútil, descartável e superficial da moda, sem perder a beleza e o rebolado. E que, acima de tudo, valorizam essa instituição milenar chamada família – embora oldfahion, na qual ainda acredito.

Elle Macpherson

Cindy Crawford

Claudia Schiffer

Luiza Brunet

Fotos: reprodução