Inspiração Final de Semana

Hoje é sexta feira, o dia que me arrisco a dizer, mais esperado por grande parte da população mundial. Nas sextas o trabalho rola mais leve, as pessoas, embora cansadas da semana, ficam animadas, alegres e esperançosas com as infinitas possibilidades de lazer, relax, gargalhadas e momentos intimistas que podem surgir no final de semana.

Não é à toa que a gente diz: Thanks God It´s Friday!

Sexta à noite para mim é a melhor, afinal, ainda tem sábado e domingo de “dolce far niente”, mas sábado não fica muito atrás. Adoro aproveitar o dia, ficar de pernas para o ar – depois de uma caminhada – no meu sítio na serra, é claro que acompanhada de um vinhozinho. Ou, quando fico pelo Rio, passear de moto pela orla carioca e depois encontrar com amigos para um longo e delicioso almoço – e olha o vinhozinho aí de novo (rs).

Mas lembre-se, não é por estarmos numa vibe tranquila que o visual precisa ficar desleixado. Não precisa “perder” um tempo enorme numa super produção como se fosse a um casamento. Existem alguns looks bacanas e descolados que vão te deixar muito cool sem que seja necessário horas e horas se arrumando. Para te inspirar, fiz uma seleção interessante para que desfile pela Cidade Maravilhosa no final de semana.

Aproveite!!

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Weekend-Street-Style-June-22-2012

Fotos: reprodução
Montagem: Semanier

In love!

Se eu fosse refazer o meu quarto hoje em dia, uma coisa que eu gostaria muito de ter, seria um cantinho gostoso e aconchegante. Sabe aquele lugar especial capaz de fazer a gente esquecer da vida? Assim! O meu espaço para eu ser só minha: relaxar, ler ou não pensar em nada.  Esse da foto seria uma ótima opção!

Foto: reprodução

Eu e a Turquia

Mesquita Azul

Minha passagem pela Turquia começou do jeito mais brasileiro possível: tentando convencer o guarda da Mesquita Azul de que eu era muçulmana. Ridículo. A começar pela minha total incapacidade de ajeitar corretamente o lenço, que deveria cobrir absolutamente todos os fios e penugens que saem do crânio. Provavelmente muitos fios de cabelo escapavam por baixo do meu lenço (mostrar o cabelo em público é inadmissível, nenhum dos atrativos femininos deve ficar visível na religião muçulmana!), o que deixou claro se tratar de uma herege querendo driblar o guardião de Ala. Não sei como, numa segunda leva de fiéis muçulmanos, consegui me inserir no bolo e entrei no sagrado momento da reza.

(Tudo isso porque a visitação dos turistas deve ser feita nas horas fora dos momentos das rezas, mas eu não podia resistir comungar desse momento único).

Até que não fui presa nem incomodada por tirar fotos sem flashes, mas claro, registrei esses poucos momentos da maneira mais invisível possível. O que justifica essa foto tremida. Não podia deixar de registrar a maneira como as mulheres ainda são segregadas. Nessa espécie de cercado, no fundão da mesquita, ficam as mulheres.

Depois desse primeiro dia dedicado à Mesquita, vivenciei todos os outros marcos e símbolos da cidade: a arquitetura poderosa das construções, os deslumbrantes e mágicos palácios dos Sultões, a visão que se tem do oriente e do ocidente a bordo de um barco no bósforo e ainda deu tempo de dar “um pulo” na Capadocia para apreciar aquela mágica paisagem. Só não imaginava mesmo, que o mais inesquecível seria aquilo que eu não vi. O mais significativo e belo momento que jamais esquecerei, é a musica que sai das igrejas. As palavras do alcorão entoadas de forma musical, num quase lamento, fazem de qualquer hora do dia um momento de arrepiar. O som que sai das mesquitas dá o tom da cidade.

O que não me disseram

Entrando agora no lado prático da patética trajetória de uma turista em terras exóticas, confesso que gostaria de ter sido avisada sobre algumas coisas. Como ninguém, nem os guias que consultei, me alertaram, ficam as dicas:

– O povo não é tão receptivo assim. Ou eu sou muito azarada e consegui o feito de atrair na minha curta estadia a minoria mal intencionada de comerciantes e taxistas, ou de fato existe uma boa quantidade de turcos a espera de um turista otário.

– O passeio de balão na Capadócia é de fato merecedor de constar na lista das 100 coisas que você deve fazer antes de morrer. Mas antes de ir, li como dica de blogs e sites que nem precisaria reservar, que era só chegar lá e fazer o vôo e ainda conseguir boa barganha com as empresas, pois é comum algumas terem espaços ociosos em seus vôos.

Ainda bem que eu tive o bom senso de pesquisar e fui em uma das mais conceituadas, que é a Butterfly Balloons. E ainda cai nas mãos de um dos pilotos mais experientes da Capadoccia. ‘’E bom lembrar que sempre tem um espertinho que quer ganhar muito dinheiro e não liga se o tempo vai estar meio ruim pra dar um passeio ou se a lotação está excedida, porque afinal ele não quer deixar de ganhar. Acho que é o tipo de coisa que não dá para pechinchar.

– Ainda na Capadocia, ninguém me avisou que a aterrissagem do avião era uma merda. Sim, porque os ventos são constantes e fortes. Muito fortes. Parecia que eu estava a bordo não de um avião, mas de um daqueles ônibus que a gente vê enlouquecidos no Rio, com motorista radical arrepiando nas curvas.

Agora uma pausa para imagens que registrei daquilo que eu não quero esquecer.

– Que arquiteura é essa?

– Isso é uma loja de tapete!

– Eu odeio gatos, mas esse não parava de posar pra mim.

– Orgia alimentar!

– Não só existia harém, como “as favoritas” tinham um pátio só pra elas.

– aprendi que fazer tapete é um artesanato sofisticadíssimo, que o amarelo açafrão só na Capadoccia (não me perguntem o segredo pra se chegar nesse tom) e que um tapetinho desse custa 4mil euros.

 

– Esse é  “O”  lugar para um banho!

– Voltando à parte de expectativa não correspondida, confesso que pensei  viver cenas de filme, flanando numa cidade exótica na companhia de mim mesma, aquela sensação de ai como é maravilhoso esse meu momento eu-me-amo, como é bom estar sozinha. Mas só que ninguém me avisou que uma mulher sozinha em Istambul precisa ficar ligada. Alarde sobre os perigos da mulher na cidade eu só ouvi na ficção (especificamente na novela da Gloria Perez). Nos sites, nas revistas de viagem, nos guias, todo mundo diz que Istambul é super segura, coisa e tal. Não pensem que me agrediram ou violentaram, mas alguns momentos em Istambul não foram nada encantadores. Dois taxistas me deram a volta, enrolaram o caminho e ainda andaram comigo em ruas ermas. E pra completar, os papos. Que conversas foram aquelas?! Coisas no seguinte nível: “Ah, então você veio acompanhando seu marido? E onde ele está? Ele foi trabalhar e deixou você sozinha? Você está mesmo fazendo tour pela cidade sozinha???“ (nesse momento eu só conseguia imaginar que minha meta de consumo imediata é a maquininha de choque elétrico que eu vejo a detetive Olivia portar no Law and Order). Aí acaba o assunto, você chega ao destino, reza 40 pai nossos e o cara diz que é 40 euros. Sendo que a moeda corrente é a Lira Turca e sendo que aquela corrida não custaria mais de 15 Liras Turcas (equivalente a 15 reais). O taxímetro magicamente apagou. É noite, o cara parou numa ladeira perto do hotel e diz que vai deixar você ali mesmo porque a tal ladeira tá toda engarrafada. Você vai discutir com o maluco? Melhor só pegar taxis do Hotel.

Outro exemplo de que a mulher precisa ser bem macho pra andar sozinha em Istambul, é a visita ao Grand Bazaar. Eu era louca pra conhecer o mais antigo de todos os bazares do mundo, onde se vende de tudo (tapetes, cerâmica, roupas, tecidos, comida ..). Mas eis que, uma vez lá dentro, simplesmente notei que não havia nenhuma outra mulher andando sozinha. Ou, mais uma vez, sou muito azarada e fui justamente no dia em que todas as mulheres que costumam sair sozinhas resolveram ficar em casa ou no hotel, ou então é realmente raro uma mulher (turca ou não) sair sozinha pra conhecer as relíquias de Istambul.

E pra finalizar

Indico o Guia Istambul Fascinante, da Dalal Aschcar e da Katia Midlin Leite Barbosa como um riquíssimo material informativo e primor na parte histórica. É a companhia perfeita para você desvendar os mistérios e a alma da cidade.

Fotos: reprodução

Um refúgio na Serra

Todo fim de semana que eu saio do Rio, eu sinto que eu descanso mais do que quando eu fico por aqui. Viajar para mim é um relaxamento. Um dos meus destinos favoritos é subir a serra de Petrópolis. Simplesmente adoro!

Minha família tem uma casa super gostosa na Serra, mas nem sempre fico lá. Às vezes me hospedo na casa de amigos e, em outras, fico em pousadas – o que para mim é top no sentido viajar para descansar. Em pousadas, nós temos a oportunidade de relaxar muito mais. Sabe assim, dois dias sem compromisso com nada? A gente não precisa se preocupar se tem comida na despensa, se todos os convidados estão bem instalados, se os quartos estão arrumados, se a lâmpada do abajur ao lado da sua cama queimou ou se a sauna está funcionando a todo vapor. Numa pousada, nós somos hóspedes e, dignos de receber um monte de mimos divinos.

Em Nogueira, tem uma pousadinha que é um charme, a Villa Della Vitta. O local é uma graça e bem acolhedor, a começar pelo carinho e hospitalidade de seus donos, Emília e Zé. Os dois fazem absolutamente tudo para que você se sinta em casa. E é assim mesmo que nos sentimos.

Além de toda delícia que é a pousada, dos quartos confortáveis e do delicioso café da manhã, a Villa Della Vitta ainda é muito bem localizada. Ela fica apenas uns minutinhos de Itaipava, ao lado da famosa Empada do Pão Pão e pertinho de os melhores restaurantes da serra – que no meu ver ficam em Araras. Bom, para quem está sempre pensando em comer – como eu – isso é muito importante.

Essa é uma ótima dica para quem quer fugir – ou sumir – da correria do cotidiano. Garanto que ninguém vai se arrepender!

Link: http://www.villadellavita.com.br/